A Governança Das Águas

06/11/2010

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Esta semana que está findando estive participando do 13º ENCONTRO NACIONAL DOS COMITÊS DE BACIAS HIDROGRÁFICAS, realizado em São Luis – Maranhão, quando mais uma vez foi discutida a GOVERNANÇA DAS ÁGUAS.
Neste encontro, como nos anteriores, quando ocorre a presença de todos os segmentos envolvidos na gestão das águas do país, desde os membros da sociedade civil até as autoridades ligadas ao assunto, com poder de decisão, os temas são sempre os mesmos: “como conservar esta preciosa substância”. Suprimi propositalmente a palavra líquido por ser a água encontrada na natureza nos três estados assim distribuídos: 97,30% como água salgada; 2,70% como água doce, dos quais, 77,2% no estado sólido ( geleiras ), 22,4% águas subterrâneas ( aqüíferos e lençóis freáticos ) 0,35% formando pântanos e lagos, 0,04% sob a forma de gás ou vapor na atmosfera e, 0,01% nos rios.

No encontro, debates sobre como proteger esta preciosa substância, tais como saneamento, drenagem, reuso, economia e assim por diante são feitos em diversos cursos, palestras e discussões entre grupos. Um dos tópicos mais importantes também discutidos, foi a IMPORTÂNCIA DOS COMITÊS DE BACIA PERANTE A UNIVERSALIZAÇÃO DO SANEAMENTO.

Infelizmente, quando cada um dos participantes retornamos aos nossos municípios de origem, a realidade surge: é esgoto “in natura” lançado a céu aberto, vazamento de água duramente tratada, inundações causadas por urbanização em locais a elas sujeitos e impermeabilização de regiões que seriam verdadeiros captadores de águas subterrâneas, desperdício doméstico e agrícola, o primeiro por vazamentos em residências e falta de responsabilidade dos usuários, o segundo por desconhecimento ou desinteresse, principalmente dos grandes agricultores, de técnicas modernas que evitam o desperdício, redução da vegetação conhecida como mata ciliar protetora das margens dos cursos d´água e assim por diante...

É necessário que haja um basta nesta degradação. Não podemos falar em PRESERVAÇÃO da água pois, neste caso nela seria impossível tocar ou simplesmente beber, no entanto, podemos falar em CONSERVAÇÃO, ou seja, usa-la de forma sustentável.

É importante que haja mudanças de paradigmas, seja da população ou dos gestores públicos.
Hoje temos conhecimento da quantidade da água, no entanto, o passo importante que até agora está extremamente tênue é o desenvolvimento da qualidade desta preciosa substância.

Nós, membros dos comitês de bacia hidrográfica estamos fazendo a nossa parte. Esperamos que a população e principalmente as autoridades constituídas também o façam.

Com a palavra todos aqueles que refletindo um pouco percebem que o colimador da vida em nosso planetinha é uma substância chamada ÁGUA.

 

Paulo Finotti

 
 
 
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